Ah, viajar de avião é no mínimo uma experiência emocionante — e que coisa boa, principalmente quando é uma viagem de lazer, em um voo tranquilo, sem sustos. Mas você sabia que a viagem começa ainda em terra firme?
Pois é. Uma preparação bem planejada pode te poupar muito estresse, tensão, perda de tempo e, principalmente, perda de dinheiro — aquele dinheiro suado que ninguém quer gastar à toa. E vamos combinar: ninguém quer torrar grana pagando excesso de bagagem quando poderia usar esse valor em alguma atividade legal da viagem.
E muita gente nem imagina, mas um dos maiores vilões do orçamento está ali do seu lado, e você não pode simplesmente deixar para trás. Mas com algumas dicas, dá para transformar esse vilão em aliado. Sim, estou falando da bagagem.
É bem chato descobrir, ali no embarque, que sua “malinha” não pode ir com você no bagageiro e precisa ser despachada, gerando custo extra. Ou pior: que ela está acima do limite de peso. Tenho certeza de que todo mundo prefere gastar esse dinheiro com uma bebida gelada na beira da piscina do resort do que pagando para despachar bagagem, né?
Então bora lá! Separei algumas dicas que podem te ajudar nessa preparação “em terra” para evitar qualquer surpresa no check-in.
A bagagem está incluída na sua passagem? Não deixe para descobrir no check in!
É muito comum aproveitar uma promoção e comprar a passagem no impulso sem conferir o que ela realmente inclui — e é aí que muita gente descobre tarde demais que a bagagem não está liberada. No Brasil, a ANAC garante a todos os passageiros o direito a uma mala de mão de até 10 kg e um item pessoal, mas cada companhia define suas tarifas e limitações. Na Gol e na Latam, por exemplo, as tarifas mais baratas, como a “Basic”, podem não incluir a mala de cabine, liberando apenas o item pessoal. A Azul mantém a mala de mão nas tarifas comuns, mas o despacho de bagagem varia conforme o tipo de passagem. Já em companhias low-cost como Sky, JetSmart, Arajet ou Ryanair, muitas vezes nem a mala de mão está incluída — só o item pessoal que vai embaixo do assento. No fim das contas, quanto mais barata a tarifa, menores as franquias, e adicionar qualquer bagagem depois sai sempre bem mais caro.
Não pague a bagagem no aeroporto, é bem mais caro!
Se a sua passagem não inclui bagagem e você decidiu levar uma mala, o pior momento para pagar por ela é no check-in ou no balcão do aeroporto, onde as companhias aéreas sempre cobram o valor mais alto — além de gerar filas, estresse e poucas opções de pagamento. O ideal é comprar a bagagem logo após emitir a passagem, diretamente no site ou app da empresa, quando o preço é bem mais baixo. Para ter uma ideia, na Latam uma mala comprada antecipadamente custa em torno de R$ 140, enquanto no dia do voo pode chegar a R$ 200 nos voos nacionais, e ainda mais em viagens internacionais. Mesmo que você esqueça, ainda sai mais barato adicionar a bagagem antes do check-in do que deixar para o aeroporto. Em resumo: quanto antes você comprar, menos paga.
Cuidados para não ter que despachar sua mala de última hora!
Para garantir que sua mala de mão siga com você até a cabine, é importante entender as regras que as companhias aéreas aplicam e os erros mais comuns que fazem muita gente ter a bagagem despachada à força. O primeiro passo é respeitar as medidas da bagagem de mão — em média, 55 × 35 × 25 cm — e o limite de 10 kg definido pela ANAC. Uma mala maior, mais pesada, estufada ou fora do padrão pode ser barrada no embarque, e isso inclui detalhes como rodinhas e alças, que também contam no tamanho. Outro ponto essencial é lembrar que você só pode levar um item pessoal além da mala, como uma mochila pequena ou bolsa que caiba embaixo do assento; mochilas grandes contam como segunda bagagem e acabam indo para o porão. Também é importante evitar itens proibidos na cabine, como objetos cortantes e líquidos acima das regras internacionais, pois isso pode fazer sua mala ser retida. Mesmo seguindo tudo certinho, é possível que sua mala seja despachada em voos muito cheios por falta de espaço no bagageiro — por isso, sempre leve documentos, remédios, dinheiro e itens de valor em uma mochila menor. Além disso, confirme se a tarifa que você comprou realmente permite mala de cabine; opções bem baratas, como a “Basic” da Latam e da Gol ou as tarifas de companhias low-cost como Arajet, JetSmart e Ryanair, normalmente só autorizam item pessoal. Em resumo, medir a mala antes da viagem, respeitar peso e dimensões, conferir sua tarifa e manter itens essenciais em uma bolsa pequena são as melhores formas de evitar surpresas desagradáveis na hora do embarque.
O peso da bagagem pode pesar no seu bolso!
As regras de peso das bagagens variam conforme o tipo de bagagem, a tarifa e até o país onde você está viajando, mas existem limites gerais que ajudam a evitar surpresas no aeroporto. No Brasil, a bagagem de mão deve pesar até 10 kg, conforme a regulamentação da ANAC, além de seguir as dimensões permitidas — porém, em alguns países, como na Europa, esse limite pode cair para 8 kg, dependendo da companhia aérea. Já a bagagem despachada depende totalmente da tarifa comprada: em voos nacionais, só tem direito a despachar quem adquiriu uma passagem que inclua esse benefício, normalmente com franquia de 23 kg por mala; em voos internacionais, o limite costuma ser o mesmo, podendo chegar a duas malas de 23 kg em algumas rotas para Estados Unidos e Europa, mas isso varia muito conforme a regra da tarifa. Exceder esses limites pode gerar cobranças caras por quilo adicional, e vale lembrar que, por segurança, nenhuma mala despachada pode ultrapassar 32 kg, pois acima disso ela nem é aceita no check-in. Para evitar transtornos, pesar as malas antes da viagem — de preferência com uma balança portátil — e revisar as regras específicas da sua tarifa são atitudes essenciais, especialmente porque passagens mais baratas costumam oferecer menos tolerância para bagagens incluídas.
Nem tudo pode ser levado na bagagem de mão!
Muita gente acredita que pode colocar qualquer coisa na bagagem de mão, mas as companhias aéreas seguem regras de segurança bem rígidas. Objetos cortantes, perfurantes ou que possam ser usados como arma — como tesouras com ponta, estiletes, canivetes, agulhas e ferramentas — são proibidos e costumam ser retidos no raio-X, fazendo o passageiro perder tempo e, muitas vezes, o item. Além disso, líquidos também têm restrições: em voos internacionais, só podem ser transportados em frascos de até 100 ml cada, totalizando no máximo 1 litro, incluindo cremes, géis, pastas e aerossóis; alguns aeroportos exigem que tudo esteja dentro de um saco ziplock. Já em voos nacionais, apesar de não haver limite por frasco, substâncias inflamáveis e químicas continuam proibidas. Há exceções curiosas em países vizinhos, como Argentina e Chile, onde é permitido levar até seis garrafas de vinho lacradas na bagagem de mão. Por outro lado, itens de valor, medicamentos, documentos, notebooks, câmeras e power banks devem sempre ir com você, nunca despachados. No fim das contas, a bagagem de mão é prática, mas tem regras claras — e conferir tudo antes de viajar evita dor de cabeça, atrasos e apreensão de itens no aeroporto.
A planejamento é sempre mais eficaz, inclusive na hora de arrumar as malas.
Preparar a mala com antecedência é sempre a melhor escolha, porque te dá tempo para organizar tudo com calma, pensar no que realmente precisa levar e evitar esquecimentos. Quando você arruma tudo sem pressa, consegue revisar documentos, separar itens essenciais, conferir regras da companhia aérea e até identificar algo que ainda precisa ser comprado, lavado ou carregado — tudo isso sem correria no dia da viagem. A melhor forma de fazer isso é começar por uma lista prática: roupas, itens de higiene, eletrônicos, remédios e documentos. Depois, separe tudo em cima da cama e veja se as peças fazem sentido para o clima e para o tipo de viagem; priorize combinações fáceis e use organizadores para manter a mala prática e acessível. Nos dias anteriores, confira se os líquidos estão bem embalados, veja se não esqueceu itens essenciais e mantenha à mão aquilo que vai na bagagem de mão, como remédios, documentos, eletrônicos e objetos de valor. Outros cuidados importantes incluem identificar a mala com etiqueta, levar carregadores e adaptadores separados em um local acessível, proteger frascos que possam vazar e deixar um espaço extra para eventuais compras. Arrumar a mala com antecedência não é só organização — é garantir uma viagem muito mais tranquila, prática e sem imprevistos.
Com a bagagem pronta precisa identificá-la para ajudar em vários momentos.
Identificar corretamente sua bagagem é essencial para evitar extravios e facilitar a localização em caso de problemas. A primeira regra é colocar uma etiqueta resistente com seu nome completo, telefone e e-mail — informações suficientes para contato, sem expor dados pessoais desnecessários. Além disso, é importante colocar uma etiqueta duplicada dentro da mala, caso a etiqueta externa se solte durante o transporte. Outro cuidado útil é usar algum elemento visual que diferencie sua mala das outras, como uma fita colorida, capa, tag personalizada ou adesivos, evitando confusões na esteira. Certifique-se também de remover etiquetas antigas de viagens anteriores para que a mala não seja enviada para o destino errado. Se estiver usando cadeado, prefira modelos aprovados pela TSA, que podem ser abertos pela segurança sem danificar a mala. Por fim, tire uma foto da bagagem antes de despachar — isso ajuda muito caso seja necessário fazer um relatório de extravio. Seguindo esses cuidados simples, você despacha sua mala de forma muito mais segura e com menos risco de dores de cabeça.
Clicando na imagem ao lado você encontra o tipo e modelo de cadeado TSA para sua viagem eu tenho uso em minhas viagens e já tive experiência de ter minha mala vistoriada, e ela estava trancada com cadeado, e não estivesse com o cadeado TSA os oficiais teriam estourado o meu cadeado e a mala fazer todo o percurso da viagem destrancada.
Se vai sair do país você DEVE fazer um seguro viagem.
Fazer um seguro viagem é essencial, especialmente quando o assunto é proteção das bagagens. Mesmo com todo o cuidado das companhias aéreas, extravios, danos ou atrasos podem acontecer — e quando acontecem, o prejuízo costuma cair no colo do passageiro. Com um seguro adequado, você garante cobertura financeira para malas perdidas, itens danificados, atrasos na entrega e até reembolsos para compras de emergência enquanto espera sua bagagem chegar. Além disso, o seguro agiliza o processo de ressarcimento, evitando burocracias e longas disputas com a companhia aérea.
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Quando receber sua mala no aeroporto faça uma verificação por completo nela.
Verificar a mala assim que ela chega na esteira é essencial porque, nesse momento, você ainda está dentro do aeroporto e pode resolver qualquer problema imediatamente. A mala pode vir danificada, com rodinhas quebradas, puxadores tortos, zíper estourado ou rachaduras; também pode ter sinais de violação, como cadeados rompidos ou itens faltando. Além disso, é comum encontrar malas parecidas, o que aumenta o risco de alguém pegar a sua por engano ou de você sair com a mala errada. Caso perceba qualquer dano, extravio parcial ou troca, procure imediatamente o balcão da companhia aérea antes de sair da área de desembarque, pois depois disso o processo fica muito mais difícil. Registre a ocorrência (RIB ou PIR), tire fotos como prova e mantenha a etiqueta de bagagem em mãos. Conferir tudo na hora aumenta muito as chances de resolver qualquer problema rapidamente e sem dor de cabeça.
Está transportando algo frágil que está sendo despachado, AVISE!
Identificar a bagagem com o aviso de “frágil” ajuda a sinalizar à equipe de manuseio que aquele volume precisa de mais cuidado, sendo colocado em posições mais protegidas e evitando impactos desnecessários. No entanto, é importante entender que esse aviso não gera proteção legal extra e não garante que a mala será tratada com total delicadeza; ele funciona mais como uma orientação operacional. Se você estiver transportando algo realmente frágil e não colocar o aviso, a companhia aérea ainda é responsável por cuidar da bagagem, mas, na prática, a chance de danos aumenta — e, sem o aviso, a empresa pode argumentar que não foi informada sobre a necessidade de manuseio especial. De qualquer forma, as companhias têm sim a obrigação de tratar todas as bagagens com cuidado, mas isso não elimina o risco de impactos durante o transporte. Por isso, além da etiqueta de “frágil”, o ideal é embalar bem, usar proteção interna e, sempre que possível, evitar despachar itens delicados, levando-os na bagagem de mão quando permitido. Isso reduz problemas e facilita qualquer eventual reclamação.
Para fechar, queremos saber de você: já passou por alguma situação chata com bagagem ou essas dicas te ajudaram a entender melhor como evitar problemas na sua próxima viagem?
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O PROKURAKI agradece e desejamos várias Boas viagens!!!!!

